7 coisas que você precisa saber sobre microfones

1 – MICROFONES SÃO TRANSDUTORES

Todos os microfones são transdutores, ou seja, transformam energia acústica (som) em energia elétrica.

Imagine um cantor. O microfone capta o som de sua voz e o transforma em um sinal elétrico que possui características análogas (daí o termo: analógico) às ondas sonoras propagadas no ambiente.

Esse sinal elétrico é encaminhado através de cabos a um equipamento apropriado (como uma mesa de som, por exemplo) para em seguida ser processado, amplificado, e/ou gravado.

2 – VARIAM QUANTO AO SEU MECANISMO DE TRANSDUÇÃO

A conversão do som em sinal elétrico (transdução) pode ser feita através de mecanismos diferentes.

Os tipos mais comuns de transdutores são: de bobina móvel e capacitivo.

O transdutor de bobina móvel é o mecanismo de funcionamento do microfone dinâmico e o transdutor capacitivo é o mecanismo de funcionamento do microfone a condensador.

Os microfones dinâmicos e a condensador são, de longe, os modelos mais usados em home studio, porém existem outros tipos menos comuns, como o microfone de fita, que utiliza um outro mecanismo de transdução (no caso, uma fita metálica dentro do campo magnético de um imã).

Vale lembrar que microfones a condensador (capacitivos) necessitam de uma tensão de alimentação para seu funcionamento. Esta tensão é chamada de phantom power e normalmente é fornecida pela mesa de som ou pelo pre-amp.

3 – CLASSIFICAM-SE QUANTO À SUA DIRETIVIDADE

Os microfones podem ser classificados em: omnidirecionais, unidirecionais (cardióides) e bidirecionais.

Cada classificação apresenta uma receptividade diferente do som em relação a sua direção.

O microfone omnidirecional capta os sons vindos de todas as direções.

O microfone unidirecional capta melhor os sons que vem pela frente e tende a rejeitar os sons vindos de trás. São subclassificados em: cardióides, supercardióides e hipercardióides.

O microfone bidirecional capta bem os sons que vem pela frente e por trás, mas rejeita os sons vindos das laterais.

4 – POSSUEM DIFERENTES NÍVEIS DE SENSIBILIDADE

Alguns microfones são mais “duros” e outros mais “macios”.

Os microfones mais sensíveis são chamados “macios” e os menos sensíveis são chamados “duros”.

O microfone dinâmico é considerado “duro” em comparação ao microfone a condensador. Este último é bem mais sensível às ondas sonoras de pouca intensidade.

Quando queremos evitar vazamentos (som de outros instrumentos ou ruídos indesejados), um microfone “duro” é mais adequado. Se querermos captar sons com maior riqueza de detalhes e sutilezas, um microfone “macio” é mais conveniente (considerando que o ambiente de gravação seja silencioso).

5 – APRESENTAM BAIXO NÍVEL DE SAÍDA

Os microfones apresentam um nível saída muito pequeno em comparação com outros equipamentos.

Enquanto uma guitarra oferece cerca de 200mV de saída, um microfone oferece, em média, 10mV apenas.

Por isso, os microfones precisam de um pré-amplificador (pre-amp) para aumentar o sinal antes dele ser processado ou convertido em áudio digital.

Os pré-amplificadores podem ser externos (racks) ou aqueles já inclusos na entrada “mic” da mesa de som ou da interface de áudio.

6 – TÊM BAIXA IMPEDÂNCIA

O conceito de impedância é um pouco complicado para leigos em eletrônica.

Ela pode ser entendida, a grosso modo, como a oposição ou impedimento que um circuito apresenta à passagem da corrente elétrica.

O que importa saber na prática é que devemos casar impedâncias, ou seja, devemos conectar a saída de equipamentos de baixa impedância em entradas de baixa impedância.

Por ser o microfone, em geral, um equipamento de baixa impedância, temos sempre de conectá-lo à entrada de baixa impedância da mesa de som ou do pre-amp. Caso contrário, ocorrerão perdas no áudio.

Para saber se uma entrada é de baixa impedância, basta verificar se ela apresenta alguma inscrição do tipo: “mic” ou “low-Z”, normalmente com conectores do tipo XLR (Canon).

7 – APRESENTAM DIFERENTES RESPOSTAS DE FREQUÊNCIAS

Um microfone, para ser bom, não precisa ser capaz de captar todas as frequências do espectro auditivo humano (20Hz – 20KHz).

Como os instrumentos musicais possuem frequências definidas de atuação, o necessário é que o microfone usado para gravar um determinado instrumento seja capaz de captar as frequências sonoras que esse instrumento emite.

O som de um bumbo de bateria não apresenta frequências agudas, portanto, se usarmos um microfone pobre na captação de agudos para gravá-lo, não teremos nenhum prejuízo na captação. Neste caso, o importante é que o microfone tenha uma boa resposta de graves.

Inclusive, a pobre resposta de agudos deste microfone até ajudaria a minimizar o vazamento dos pratos da bateria, que tem sonoridade predominantemente aguda.

A resposta de frequência dos microfones quase nunca é linear (igual em todo o espectro). Ela costuma apresentar elevações e quedas em determinadas faixas de frequência, formando assim a sonoridade própria de cada modelo de microfone.

Ludwig Calixto

O que é Dolby Atmos? Entenda tecnologia que deixa TVs com som 'de cinema'

Dolby Atmos é uma tecnologia que promete deixar TVs com áudio "de cinema" . A tecnologia, que reforça o som surround , está presente não só em televisores, mas também soundbars, fones de ouvido, home theaters e muitos outros equipamentos. O recurso oferece mais canais e proporciona uma experiência ainda mais realista que o surround convencional.

Além disso, à medida que a tecnologia evolui, novas técnicas são utilizadas para oferecer mais realismo e imersão, além de qualidade aos conteúdos audiovisuais. A seguir, o TechTudo apresenta mais informações sobre o Dolby Atmos e tudo o que o mesmo pode oferecer.

2 de 6 Dolby Atmos reforça o som surround da TV e entrega qualidade 'de cinema'; entenda como funciona a tecnologia — Foto: Reprodução/Dolby Dolby Atmos reforça o som surround da TV e entrega qualidade 'de cinema'; entenda como funciona a tecnologia — Foto: Reprodução/Dolby

O que é?

O Dolby Atmos é uma tecnologia que aprimora o som surround, adicionando uma verticalização ao som espacial. O surround padrão simula o áudio 3D cercando o usuário horizontalmente, enquanto eletrônicos com a tecnologia prometem criar uma espécie de bolha virtual em volta do ouvinte, passando a ideia de que o som vem a partir de todos os lados.

Em outras palavras, além de dar ao usuário uma noção de qual direção vem o som, o Dolby Atmos permite sentir se o mesmo vem de baixo ou de cima, criando uma perspectiva mais realista e aumentando a noção espacial.

Além de depender de uma produção específica – ou seja, o áudio a ser reproduzido precisa ter sido desenvolvido para a tecnologia – uma experiência completa requer caixas de som posicionadas de uma forma mais elevada. Em um home theater, por exemplo, o Dolby Atmos pode exigir saídas adicionais acima dos speakers posicionadas à frente do usuário.

3 de 6 Tecnologia Dolby Atmos promete um ambiente completamente imersivo de som — Foto: Divulgação/Dolby Tecnologia Dolby Atmos promete um ambiente completamente imersivo de som — Foto: Divulgação/Dolby

Som de cinema em casa

A tecnologia está em constante expansão desde 2012, quando o filme Valente, da Disney, levou aos cinemas pela primeira vez o Dolby Atmos. Desde então, diversas produções passaram a contar com o recurso, que também pode ser reproduzido em sistemas sem suporte ao mesmo – exibindo, portanto, configurações de áudio padronizadas.

Apesar de ser possível ter o Dolby Atmos diretamente em TVs com o recurso integrado, para uma experiência realmente parecida com o que se tem em salas de cinema compatíveis, vale. apena investir em um sistema de som mais robusto. Isso vai exigir, além de dinheiro, espaço e cuidado no posicionamento das caixas de som. Ainda assim, há soundbars no mercado que garantem uma experiência imersiva mesmo com menos canais.

4 de 6 Tecnologia da Dolby foi criada para salas de cinema de última geração — Foto: Divulgação/Dolby Tecnologia da Dolby foi criada para salas de cinema de última geração — Foto: Divulgação/Dolby

Toda TV tem?

Não. O recurso está presente principalmente em televisores atuais intermediários ou premium. Muitas TVs com suporte ao som surround Dolby Digital ou Dolby Digital Plus podem emular o Dolby Atmos, mas a experiência não é a mesma.

No Brasil, TVs como a intermediária Philips PUG7625/78 e a top de linha OLED CX, da LG, ambas com 55 polegadas, são alguns dos modelos que trazem suporte nativo ao Dolby Atmos. As duas saem a R$ 2.699,10 e R$ 5.295,54, respectivamente.

Melhor com soundbar

Definitivamente uma soundbar tende a entregar muito mais qualidade de som e volume que um televisor – o que, por sua vez, vai impactar muito na experiência com Dolby Atmos. A tecnologia se beneficia de mais falantes, ou seja: quanto mais caixas de som, melhor.

No Brasil, é possível encontrar soundbars como a SN8YG, da LG, que sai a R$ 2.339,10, e a HW-Q800T, da Samsung, que custa pelo menos R$ 2.889,99, ambas trazendo suporte ao Dolby Atmos e também ao DTS:X, tecnologia com proposta muito similar. Vale ressaltar que sistemas mais complexos de home theater prometem entregar ainda maior imersão, mas demandam maior espaço e compatibilidade com tecnologias mais recentes.

5 de 6 Soundbar da TCL tem Dolby Atmos, subwoofer e 3.1 canais — Foto: Divulgação/TCL Soundbar da TCL tem Dolby Atmos, subwoofer e 3.1 canais — Foto: Divulgação/TCL

Outros aparelhos

Além de TVs, sistemas de home theater e soundbars, a tecnologia Dolby Atmos também pode ser explorada por meio de aparelhos como notebooks, consoles e até mesmo smartphones. Na maior parte destes dispositivos, o ideal é utilizar um fone de ouvido, o que vai permitir uma virtualização do som para emular o áudio espacial.

Evidentemente, um fone de melhor qualidade vai entregar um desempenho mais adequado, e ainda é preciso considerar que, mesmo em dispositivos compatíveis com a tecnologia, como os Xbox Series X e Xbox One, nem todo conteúdo foi pensado para rodar com Dolby Atmos. Por isso, antes de investir na tecnologia, vale verificar a disponibilidade de jogos, filmes e séries compatíveis em seu console, PC ou mesmo serviço de streaming.

6 de 6 Notebooks da linha Yoga contam com Dolby Atmos para reforçar o som — Foto: Divulgação/Lenovo Notebooks da linha Yoga contam com Dolby Atmos para reforçar o som — Foto: Divulgação/Lenovo

Com informações de CNET e What Hi-Fi

Conheça os equipamentos para live que são essenciais para fazer a sua

As redes sociais passaram a ocupar cada vez mais espaço nas estratégias de marketing das empresas. Para produzir conteúdos incríveis e capazes de conquistar a audiência, é necessário utilizar bons equipamentos para live. Você não precisa de um estúdio profissional, mas é importante fazer algumas escolhas inteligentes de vídeo marketing.

Explorar tais possibilidades pode gerar grandes resultados para suas campanhas e auxiliar a conquistar o público-alvo que sua empresa precisa para crescer e lucrar. Se você quer saber quais são os principais equipamentos para fazer uma transmissão ao vivo de sucesso, continue a leitura e confira nossas dicas!

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Por que é importante ter bons equipamentos para fazer lives?

Uma live é uma transmissão ao vivo, ou seja, é um serviço em tempo real que envia os sinais de áudio e vídeo de maneira instantânea para a audiência. Esse recurso é cada vez mais comum para estimular a interação entre os usuários das diversas redes sociais.

Artistas, empreendedores, professores, médicos e qualquer outro profissional que deseja conversar com seu público podem usar as lives para debater algum tema de interesse. Por conta das características desse formato de mídia, é importante contar com bons equipamentos para não ter de lidar com falhas ao vivo ou qualquer constrangimento com quem está participando.

Além disso, uma boa estratégia de marketing digital é deixar a live salva e oferecê-la para quem não conseguiu participar, mas tem interesse no conteúdo apresentado. Por isso, é muito importante contar com bons equipamentos que garantam a qualidade de som, imagem e a fluidez do diálogo.

Quais são os principais equipamentos para fazer lives?

Contar com equipamentos adequados e de qualidade pode fazer toda a diferença na hora de realizar uma live. Para ajudar a arrasar em sua transmissão ao vivo, preparamos um guia com os itens importantes para isso. Confira!

Câmera de vídeo profissional

O primeiro equipamento essencial para fazer uma live eficiente é uma câmera de vídeo de qualidade. Muitos dos profissionais que trabalham com YouTube ou em alguma outra plataforma utilizam webcams e câmeras de nível não tão bom.

Isso pode ser interessante para dar um passo inicial, mas se você deseja ter lives de qualidade, investir em equipamentos profissionais gera um resultado significativo. Assim, você assegura mais atratividade para os seus vídeos.

Para isso, adquirir câmeras que possibilitem gravar em Full HD ou 4K é uma boa alternativa. Nesse sentido, opções como a BlackMagic 4k, 6K ou a Sony NX5 R já oferecem um ótimo desempenho.

Microfone de qualidade

Ter um som limpo e agradável proporciona mais interesse em uma live, não é mesmo? Portanto, outro equipamento fundamental para agregar valor em suas transmissões é um microfone de qualidade.

Assim, quando sua persona for assistir a um evento ao vivo que você realiza, terá conforto com o som, não terá que aguentar ruídos e verá um vídeo com volume e densidade vocal adequados para que tenha uma boa experiência.

Esse item pode ser facilmente encontrado no mercado, com opções para serem utilizadas na lapela, em cima de uma mesa ou, ainda, em lugares estratégicos para melhorar ainda mais a qualidade oferecida aos ouvintes.

Mesa de corte

Também conhecido como switcher, esse equipamento é fundamental para efetuar cortes secos durante uma live, fazer transição de imagens, inserir efeitos que sejam interessantes para deixar o evento mais dinâmico e aumentar a criatividade dos vídeos.

Ao investir em uma mesa de corte de qualidade, você consegue realizar uma transmissão com até 16 câmeras em simultâneo, além de ser possível fazer mixagem de sons e comandar o volume dos microfones para evitar problemas.

Mesa de som

Esse é mais um equipamento que pode deixar sua live ainda mais profissional e atraente. Por meio desse item, você consegue ajustar o volume das fontes de áudio, equalizar a intensidade dos efeitos sonoros e afinar os níveis das frequências de saída do som.

Assim, você assegura que a qualidade do som seja impecável para que sua audiência se encante durante o seu evento. Com um bom microfone e uma mesa de som de bom nível, seus efeitos sonoros se tornam invejáveis.

Iluminação profissional

Uma boa iluminação garante que as imagens proporcionadas no vídeo sejam ainda mais bonitas. Por meio dela, você assegura contraste adequado e nitidez aos objetos importantes em seu cenário.

Lives sem uma boa iluminação se tornam menos interessantes e tendem a afastar o público do evento. Para garantir uma iluminação adequada, você pode adquirir painéis de LED, softbox, ring light e outros itens que ajudem a iluminar o ambiente de forma apropriada.

Vale lembrar que o posicionamento de todos esses itens é tão fundamental quanto eles. Portanto, é relevante procurar aprender sobre as técnicas ideais de como montar a iluminação de um ambiente.

Como esses equipamentos podem melhorar a qualidade da live?

Contar com todos esses recursos permite que os participantes fiquem mais tranquilos e a equipe dos bastidores não se preocupe com falhas ou outros problemas técnicos. Cada um dos elementos listados anteriormente preenche uma função importante para aumentar o engajamento das lives.

A câmera de vídeo profissional elimina o efeito amador que uma gravação com o celular pode oferecer. Além de gerar uma imagem limpa e cores nítidas, você consegue atrair a atenção dos ouvintes e mantém um vídeo de alta qualidade para compartilhar posteriormente.

Um bom microfone e uma mesa de som possibilitam que sua mensagem seja transmitida com clareza, e ajudam a evitar sons externos à gravação. Já a mesa de corte permite que você faça a transição de imagens, inclua efeitos e faça uma transmissão mais inovadora.

Para finalizar uma preparação completa, a iluminação, se usada da maneira correta, transforma qualquer cantinho da sua casa em um pequeno estúdio. Basta alguns cuidados com a luz para conseguir um efeito cinematográfico para a sua gravação.

Já sabe quais equipamentos para live escolher? Com um pouco de criatividade e investimento, é possível criar cenários incríveis e entregar conteúdos mais atrativos para o público. Assim, você consegue prender a atenção dos ouvintes e repassar toda informação planejada.

Quer arrasar nas suas próximas lives? Então, baixe agora mesmo o nosso e-book Marketing em Vídeo e confira exemplos práticos para acertar nas suas estratégias!

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